Testemunho Fórum Ecuménico Jovem (FEJ)

Testemunho Fórum Ecuménico Jovem (FEJ)

“A cidade de Castelo Branco acolheu, dia 9 de novembro 2015, o 17º Fórum Ecuménico Jovem (FEJ), sobre o tema, «Não vos conformeis… transformai-vos!». Cerca de duas centenas de jovens das várias Dioceses do País, responderam “sim” ao desafio de participar neste evento.

Este Fórum é uma iniciativa conjunta das igrejas católica, lusitana, metodista e presbiteriana de Portugal. Realiza-se desde 1999, mas a ideia foi ganhando consistência a partir de 1997, quando decorreu na Áustria a Assembleia Ecuménica Europeia. O FEJ é assim, em Portugal, um dos momentos altos do ano no relacionamento ecuménico.

A diocese de Santarém também esteve representada neste evento, por mim e pela Ana Carina Azevedo, e para mim, talvez um pouco impulsionado por outras experiências ecuménicas que vou vivendo, principalmente Taizé. Foi o meu 1º FEJ e achei uma iniciativa muito interessante e muito importante, num caminho de unidade, despertando em todos nós, jovens, a importância de “derrubar barreiras”, “ultrapassar as diferenças”, reforçar a comunhão e a oração em conjunto.

O dia começou com o acolhimento com muita música e alegria, seguido de uma palestra conduzida por D. Sifredo Teixeira, Bispo da Igreja Metodista e Presidente do COPIC, onde foi aprofundado o tema bíblico do encontro, seguido depois de um tempo de partilha em pequenos grupos. Depois do almoço partilhado, a tarde foi dividida pelos vários workshops que mostram vários campos de ação social, vivências de espiritualidade e nos interpelavam e desafiavam para uma realidade muito para além da nossa identidade nas igrejas cristãs, os temas abordados passaram por uma mesa redonda sobre as várias respostas sociais atuais da igreja ou temas como o voluntariado missionário ou a ecologia, bem como um olhar diferente pela arte sacra nos museus da cidade ou ainda o sofrimento dos cristãos em diversas partes do mundo.

O FEJ concluiu-se com uma Celebração Ecuménica Final, com um envio em Missão para a terra de origem de cada um dos participantes.

Foi um dia em cheio e para o ano há mais, noutra cidade portuguesa.

Até lá pensemos numa das partilhas do D.Sifredo na sua palestra:

(…) Às vezes, parece que não há muito mais do que uma fé desfeinada
Sabe a fé, cheira a fé, parece fé… mas já não muda nada, não nos transforma, nem transforma à nossa volta. Parece que lhe tiramos muitas vezes a força transformadora e recriadora de corações, como tirámos a cafeína ao café.(…) Pe. Rui Santiago

«Não vos conformeis… transformai-vos!?»  dia-a-dia… o coração, a mentalidade e o mundo das nossas vidas. “

João Toscano, Pontével